História da Arte

Caravaggio: principais obras do artista clássico

Caravaggio: principais obras do artista clássico

Tons intensos, planos de contraste e um estilo único: ícone do barroco, Caravaggio soube como ninguém representar de forma crua as figuras que compunham os seus retratos. Com uma personalidade forte e uma pintura revolucionária para a sua época, Caravaggio até hoje é considerado um dos maiores pintores italianos.

Vamos juntos conhecer mais sobre a vida e obra desse artista renascentista que inovou na técnica e no estilo? Venha com a gente e descubra como as principais obras de Caravaggio deixaram um legado para a arte produzida no mundo inteiro!

Caravaggio: vida e obra do artista renascentista

Michelangelo Merisi – conhecido apenas por Caravaggio, nome da aldeia natal de sua família – nasceu em Milão, na Itália, no ano de 1571. Pouco se sabe sobre sua origem materna; as informações que constam sobre sua família decorrem todas do lado paterno.

Filho de Fermo Murici, mestre de obras e administrador, Caravaggio descobriu o poder da morte muito cedo: com apenas seis anos perdeu não apenas seu pai, mas praticamente todos os homens de sua família. 

Com 13 anos tornou-se aprendiz do pintor Simone Petrazano, onde adquire o gosto pelas artes plásticas. Aos 20, em 1592, vai para Roma, onde frequenta diferentes ateliês e inicia a sua carreira artística. 

Apesar do seu indiscutível talento, Caravaggio era dono de um temperamento difícil e turbulento, o que fez com que a sua vida fosse permeada por brigas, desentendimentos e episódios de crise financeira. Em 1606, envolve-se em um assassinato e foge de Roma para Nápoles. 

Em 1610, com apenas 38 anos, Caravaggio faleceu de causas desconhecidas. Seu corpo ficou séculos sem ser encontrado. Em 2010 uma equipe de investigadores e cientistas anunciou a identificação dos restos mortais do pintor no cemitério de Porto Ercole, na Toscana.

Características das obras de Caravaggio

Apesar de fazer parte do período do Renascimento, Caravaggio é conhecido por romper com essa tradição de maneira abrupta: as cenas perfeitas renascentistas, com muitos deuses e personagens heroicos, foram substituídas por representações muito mais cruas e naturalistas.

Luz e sombra: a técnica do tenebrismo

Se você já ouviu falar sobre o estilo barroco na pintura, talvez saiba alguns detalhes técnicos sobre ele. Caravaggio é considerado por muitos como o maior representante desse tipo de pintura, que se desenvolveu com rapidez na Itália e se espalhou por outros lugares da Europa.

Com muita dose de realismo e apostando no contraste de luz e sombra, o pintor italiano buscava explorar uma dramaticidade que as outras obras renascentistas não tinham.

Para isso, as personagens eram reunidas na cena principal sob um foco de luz, com um fundo muito mais escuro. Isso destaca as figuras, adicionando a cada uma delas um efeito de escultura. Essa técnica ficou conhecida como tenebrismo – uma versão mais radical do chiaroscuro

Caravaggio e seus personagens

No Renascimento, o padrão era retratar cenas idealizadas – a perfeição perseguida consistia em pintar personagens divinos e heroicos em ambientes igualmente imaculados e puros. Com Caravaggio, isso mudou. 

Nos seus quadros a predominância se dá pela escolha de personagens pobres, mundanos e, muitas vezes, deturpados pela sociedade. Miseráveis, prostitutas e figuras nem sempre bem vistas representam importantes figuras da Igreja e da tradição.

O objetivo era naturalizar a vida cotidiana e ordinária, deixando para trás o viés idealista abraçado pelo Renascimento. No seu lugar, Caravaggio queria retomar o encontro da arte com a humanidade do homem comum (pecador, real e palpável).

Principais obras de Caravaggio

Caravaggio nos deixou um grande número de obras icônicas. Suas pinturas com alto contraste de luz e sombra e figuras humanizadas fazem do seu trabalho artístico uma inspiração que deve ser contemplada com atenção.

Para começar, entre suas principais obras podemos destacar Judite e Holoferne (1599). Com clara inspiração bíblica, esta tela mostra uma cena do Antigo Testamento, do Livro de Judite. Nela, vemos a viúva Judite decapitando o general Holofernes.

Quadro de Caravaggio: Judite e Holoferne (1599)
Judite e Holoferne (1599)

Com uma criada a tira colo, a mulher pretende depositar a cabeça do tirano em um saco. Com sangue jorrando em três claros jatos e expressões fortes e marcadas nos rostos dos três personagens, a obra é realista e crua como a maioria das grandes telas de Caravaggio.

Na mesma toada, temos as pinturas Crucificação de São Pedro (1600), Conversão de São Pedro (1601), O Sacrifício de Isaac (1603) e A Ceia em Emaús (1606) – todas com imponentes, mas realistas, figuras religiosas. 

Quadro de Caravaggio: A Ceia em Emaús (1606)
A Ceia em Emaús (1606)

Já na temática mitológica, podemos citar Narciso (1599), Baco (1595) e A Cabeça da Medusa (1596 – 1597). Esta última possui duas versões: uma menor e a que se tornou mundialmente famosa: em uma tela circular sob madeira, a mulher com cabelos de serpente tem olhos arregalados e uma boca escancarada – horror e medo definem sua expressão.

Quadro de Caravaggio: Narciso (1599)
Narciso (1599)

Entre as pinturas que retratam o dia a dia de errantes e desconhecidos, são bons exemplos as telas Os Trapaceiros (1594) e Os Músicos (1595). 

Legado de Caravaggio para a arte

Se a vida de Caravaggio até hoje suscita interesse, não é diferente com a sua obra artística. Extremamente técnico e preciso, o pintor deixou como legado não apenas a admiração para com o seu trabalho, mas também a inspiração para artistas iniciantes e profissionais.

Seu uso de cores e contrastes e a sua contribuição para pensar a temática religiosa e mística através de um novo viés, fazem com que suas pinturas sejam exemplo de técnica e temática para qualquer um que se interesse por arte.

Clássico, mas inovador

Apesar de estar inserido no Renascimento, o estilo e a técnica de Caravaggio fizeram dele um artista inovador. Ao mesclar a temática clássica do período com seus fundos sombrios e suas luzes bem direcionadas, o artista criou personagens dinâmicos, vivos e quase humanos.

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