Movimentos artísticos

Movimento modernista: principais artistas e obras

O Lavrador de Café, 1939 - Cândido Portinari

Inovações artísticas e culturais guiadas pela vontade de romper com o classicismo acadêmico e seus padrões estéticos engessados: este foi o movimento modernista. Motivado pelas transformações sociais do início do século XX, este movimento mundial também teve seu apogeu e seus adeptos no Brasil.

Quer conhecer um pouco mais sobre a história do movimento modernista, além dos seus principais artistas e obras? Fique com a gente e descubra como se deu essa virada no universo cultural e artístico, no Brasil e no mundo!

Sobre o movimento modernista

O movimento modernista (ou apenas modernismo) é um grupo de movimentos e estilos culturais que tomou conta do mundo da arte e da literatura na primeira metade do século XX. 

Sua proposta era inovadora: romper com os ideais artísticos e culturais da academia a fim de se adaptar às mudanças tecnológicas e sociais profundas que a sociedade vinha vivendo na época. O objetivo era fazer uma arte mais livre e transgressora, que enfatizasse aspectos da cultura nacional.

No Brasil, o modernismo durou quase seis décadas (de 1922 a 1978) e contou com grandes nomes na literatura e nas artes plásticas, como Clarice Lispector, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Cândido Portinari. 

Contexto do surgimento do movimento modernista

O surgimento do movimento modernista é fortemente marcado pelas transformações históricas que vinham acontecendo naquele período. 

Na Europa, com a expansão imperialista que explorava os países subdesenvolvidos desde o século XIX, aconteceram as duas Grandes Guerras e uma intensa corrida armamentista. 

No mundo científico, em 1905 a Teoria da Relatividade era apresentada por Albert Einstein, enquanto Sigmund Freud inaugurava as discussões acerca da psicanálise e do seu inconsciente. No campo tecnológico, tudo ia de vento em popa: a industrialização tinha chegado para ficar e a vida de todos estava cada vez mais automatizada e veloz. 

Com tantas mudanças para impactar no mundo social e cultural, os artistas do período não viam outra alternativa do que fazer uma arte que estivesse em contato com as questões do momento. Expressar uma nova arte era não só possível como também necessário.

No Brasil, o ano de 1920 foi marcado pelo fim da República Velha através dos movimentos tenentistas e o seu descontentamento militar. Quatro anos depois, Luís Carlos Prestes iniciava seu movimento no interior do Brasil a fim de denunciar os desmandos das oligarquias. A revolta contra a elite guiava o descontentamento da nação.

Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929, a economia brasileira sofreu forte impacto. No ano seguinte, Washington Luís é deposto através de um golpe de estado e Getúlio Vargas toma o poder provisoriamente. A Era Vargas se inicia. 

Seguindo as vanguardas europeias que surgiram, a arte brasileira, gradualmente, também se reinventa e constrói novos estilos e estéticas. A Semana de Arte de 22 carrega a simbologia forte das ideias modernistas que estavam pairando pelo ar.

Características do modernismo

Apesar de o modernismo ser um agrupamento de movimentações artísticas distintas, que abrangiam diferentes polos culturais, há um compartilhamento de algumas características centrais e definidoras por excelência. Veja abaixo!

  • Antiacademicismo que resultou no rompimento e desconstrução dos padrões tradicionais de se fazer (e compreender) arte;
  • Valorização do experimentalismo e da subjetividade;
  • Desejo contínuo na exploração do eu;
  • Liberdade formal e de criação;
  • Desejo de se aproximar da linguagem popular;
  • Rompimento dos formalismos;
  • Uso autoconsciente do humor;
  • Temática social e política.

Impacto da Semana de Arte Moderna de 22

É impossível falar do modernismo brasileiro sem, de alguma forma, falar sobre a Semana de Arte Moderna de 22. Realizada entre os dias 12 e 17 de fevereiro de 1922 no Theatro Municipal de São Paulo, contou com escritores, pintores, musicistas, dançarinos, atores e intelectuais.

Considerado o pontapé inicial do movimento modernista brasileiro, o evento queria romper com o antigo e valorizar o novo, o diferente e o nacional. Com inspiração clara nas vanguardas europeias, os artistas da Semana desejavam construir uma nova forma de pensar e fazer arte no Brasil.

Principais artistas do movimento modernista

A geração de artistas que fez parte desse movimento plural e extenso da história da arte brasileira engloba diferentes áreas. De artistas plásticos a escritores, seus nomes até hoje figuram entre aqueles que são facilmente reconhecidos quando o assunto é arte. 

Veja abaixo alguns dos pintores mais famosos do período!

Tarsila do Amaral (1886 – 1973)

Criadora da aclamada obra modernista Abaporu (1928), Tarsila do Amaral foi uma das figuras centrais da primeira fase do modernismo brasileiro. Apesar de não ter participado da Semana de Arte Moderna de 22, ela ajudou a inaugurar o movimento antropofágico

Cândido Portinari (1903 – 1962)

Pintor, gravurista e professor, Portinari e suas mais de cinco mil obras fazem parte do hall do movimento modernista. Grande entusiasta da cultura brasileira e das cores vivas, faz de telas como O Lavrador de Café (1939) e Os Retirantes (1944) símbolos potentes das artes plásticas nacionais.

Anita Malfatti (1889 – 1964)

Gravurista, ilustradora, desenhista e pintora, Anita Malfatti ajudou a estabelecer o movimento modernista no Brasil já em 1917, durante sua primeira exposição individual. Influenciada pelo expressionismo, pintou obras conhecidas como Tropical (1917) e O Toureiro (1921).

Tropical, 1917 - Anita Malfatti
Tropical (1917) – Anita Malfatti

Principais obras modernistas brasileiras

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a história do modernismo e alguns dos seus principais nomes aqui no Brasil, que tal dar uma espiada nas principais obras desse movimento? Separamos algumas para você!

O Homem Amarelo, de Anita Malfatti (1915)

Segundo a própria pintora, essa tela foi feita a partir do pedido de um imigrante italiano que lhe pediu para que ela o pintasse. Uma figura desconhecida, excluída e de classe baixa, levemente ansiosa, que traz uma melancolia no olhar. 

Suas vestes são a característica que mais chama atenção no quadro: apesar de estar de terno e gravata, sua roupa é desgastada e desalinhada, dando a impressão de que algo está fora do lugar.

Abaporu, de Tarsila do Amaral (1928)

Com um nome de origem tupi-guarani que significa “homem que come gente”, essa obra de Tarsila do Amaral foi feita como presente de aniversário para Oswald de Andrade, seu então marido. Com cores fortes e uma figura imagética, traz um homem com pés e mãos grandes, ao lado de um sol e de um cacto. 

Abaporu por Tarsila do Amaral
Abaporu (1928) por Tarsila do Amaral

O Lavrador de Café, de Cândido Portinari (1934)

Retrato de um trabalhador brasileiro do meio rural, O Lavrador de Café enfatiza a realidade do país naquele período como grande produtor e exportador de café. Diferente dos donos dos cafezais, o trabalhador braçal pintado por Portinari traz uma expressão cansada e preocupada, iluminada por um céu coberto de nuvens.

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