A arte da caligrafia: o que é e como usar essa técnica


Nos primeiros anos da vida escolar, nós utilizamos aqueles cadernos para melhorar a aparência da escrita, sem saber que a caligrafia é uma arte muito antiga e muito valorizada por bastante tempo ao longo da história.
É claro que o que conhecemos na infância é uma das formas mais simples de escrever e o objetivo é aprender uma escrita legível que possa ser utilizada no dia a dia.
A caligrafia como arte vai muito além, contando com diversos tipos e técnicas específicas, utilizadas com objetivos diferentes.
Continue acompanhando o texto para saber mais sobre a caligrafia e poder dar os primeiros passos nesse mundo tão rico e instigante.
A palavra caligrafia tem origem no grego, significando “escrita bela”. Isso porque ela é a arte de escrever com beleza, elegância, harmonia e com regularidade de seus elementos, aplicando técnicas já consagradas entre os calígrafos, como são chamados os profissionais da caligrafia.
Não se sabe ao certo quando a caligrafia surgiu, mas muitos indicam a China como o berço da arte de desenhar as letras para comunicar algo e evocar emoções, tendo se espalhado para a Coréia e o Japão.
Os povos árabes, sobretudo na Pérsia, também apreciavam bastante essa técnica, que remonta ao período pré-islâmico, mas aprimorada e muito usada depois, para transmitir mensagens do Corão.
Já no ocidente, na idade média, era comum treinar monges para escrever de forma bela os textos religiosos. E não só com a reprodução das técnicas tradicionais de caligrafia, mas também com algo que até se aproxima de alguma forma do que entendemos como lettering misturado à pintura, que eram as iluminuras.
Por muito tempo, o aprendizado das técnicas de caligrafia ficaram restritas à Igreja, a membros de classes mais abastadas e, depois, a artesãos talentosos, que eram contratados para escrever documentos para famílias das classes mais altas.
À medida que o acesso à educação se ampliou, as técnicas de caligrafia também se popularizaram, e atualmente é fácil o acesso a cursos sobre os diversos tipos e aspectos dessa arte.

Ao redor do mundo, existem diversos tipos de caligrafia. Como veremos a seguir, algumas são derivações de outras, que vão surgindo ao longo do tempo. Das técnicas existentes, destacamos 3 aqui: a caligrafia inglesa, a comercial e a ronde.
Com forte influência da caligrafia irlandesa, a inglesa era ensinada por missionários católicos, no passado. Tem como principais características a inclinação à direita, variação entre traços finos e mais grossos na mesma letra, e floreios, como linhas que dão voltas significativas, principalmente nas letras maiúsculas que iniciam as frases.
Apesar de todos os tipos de caligrafia passarem por mudanças ao longo do tempo, a comercial, mais utilizada na atualidade, foi a que mais perdeu o aspecto artístico e decorativo, quando comparado com as demais.
A caligrafia ronde (que vem da palavra redondo) tem origem no século XVII, na França. Como o seu nome já anuncia, a sua principal característica é o formato redondo, uma vez que as letras são baseadas em um círculo inscrito em um quadrado. Ela não apresenta inclinação, como é o caso da caligrafia inglesa.
Essa dúvida é muito comum, sobretudo por causa da letra cursiva que geralmente é usada no lettering. Assim, podemos dizer que o lettering usa também elementos de caligrafia, mas as duas técnicas não são sinônimas.
Apesar do uso das letras, a técnica de lettering se aproxima mais do desenho e não há uma regularidade e rigor, como o exigido pela caligrafia. O letrista pode, inclusive, criar as suas próprias fontes e utilizar de outros elementos gráficos que não a escrita.
Dica: Como usar marcadores para desenho na sua arte
Para começar a treinar caligrafia, um lápis, caneta comum e papel já funcionam bem. O uso da régua, para marcar os espaços que serão ocupados pelas letras, também é recomendado.
À medida em que se evolui, aconselhamos buscar por um papel com gramatura a partir de 140g, além de canetas do tipo brush ou pincel redondo, para treinar e reproduzir as técnicas de variação de traço, canetas de ponta fina, para compor detalhes e letras de forma, e tinta nanquim ou aquarela para finalizar o combo.
Com isso você já consegue dar grandes passos na sua jornada como calígrafo.
Como dito anteriormente, se você nunca teve qualquer experiência com caligrafia, lápis, caneta e papel comum, de preferência pautado, podem ser o seu primeiro material. Isso vai permitir que você treine sem gastar mais por ferramentas de qualidade superior.
Treine bastante a sua coordenação motora fazendo linhas, círculos, variando a intensidade do traço e tentando reproduzir as letras.
Comece pelas vogais minúsculas, que tendem a ser mais simples, passando em seguida para as consoantes, depois para as letras maiúsculas e depois para as letras com mais floreios.
Treine a conexão entre elas, usando duas e aumentando o tamanho das palavras no decorrer da sua evolução.
Não desista com a dificuldade, treine bastante, que logo você será um craque nas técnicas de caligrafia.

Se tratando de arte, uma das melhores dicas para começar é se inspirando em quem já é muito bom na técnica desejada. Não seria diferente com a caligrafia. Busque por modelos que você possa reproduzir no início, começando pelo mais simples e aumentando a complexidade com o tempo.
Graças a internet, hoje temos bastante material para ajudar quem está dando os seus primeiros passos. Existem bastantes vídeos no YouTube e perfis no Instagram abordando o tema.
Sugerimos o canal do Fernando Calígrafo, que ensina de forma fácil e processual. Já no Instagram, a sugestão é o perfil Pradip000. O perfil não é brasileiro, mas é muito bom ver os vídeos curtos com o processo de produção caligráfica do autor. Ele também tem um canal no Youtube em que ensina de forma muito didática como escrever à mão livre. Nem precisa saber inglês, pois os vídeos não tem narração.
Aproveite essas dicas e já comece a dar os primeiros passos na arte da caligrafia. Se precisar de materiais, encontre-os no catálogo da Artools. Entre os nossos produtos, para caligrafia, destacamos a caneta Pigmentum e o marcador Pictom.
Desenvolvida com tinta pigmentada japonesa, a Caneta Pigmentum tem ponta firme e conta com 12 traços de espessuras diferentes, que vão desde 0.05mm (super fina) até 1.2mm e ponta chanfrada de 3mm. Elas podem ser adquiridas individualmente ou em estojo metálico com 8 unidades.
Já o Marcador Pictom conta com ponta chanfrada e brush no mesmo corpo, que é triangular, o que permite uma pega mais confortável. A linha possui uma variação de 168 cores que podem ser adquiridas individualmente ou em conjuntos de 4 unidades.
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Esperamos que esse texto tenha aumentando o seu interesse pela caligrafia e que você se divirta muito enquanto treina.
Até a próxima!
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